::03/07/2008
Uma
tonelada no pé
Pênalti
é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente
do clube, já dizia o filósofo do futebolês,
Neném Prancha. E não é que os jogadores do
Fluminense provaram que o bordão tem um fundo de verdade.
Carregando a ansiedade de 90 mil tricolores nas arquibancadas e
o cansaço de 120 minutos de luta, três dos quatro cobradores
praticamente empurraram a bola até as mãos do goleiro
Cevallos, da LDU. O resultado todos sabem, título nas mãos
dos equatorianos.
Que a responsabilidade é grande não se discute, mas
o pé dos tricolores pesou uma tonelada, pelo menos. Conca,
Thiago Neves e, principalmente, Washington quase que nem conseguem
fazer a bola chegar ao gol na hora do chute. Cevallos, experiente
e em fim de carreira, se consagrou e calou a boca dos que o colocavam
como a válvula que poderia vazar em favor do Flu. Pegou os
três pênaltis e, de quebra, fez duas defesas milagrosas
com bola rolando.
Está certo que o fraco árbitro argentino Héctor
Baldassi fez das suas, principalmente no primeiro tempo, quando
não marcou um pênalti em Washington, permitiu jogadas
violentas dos equatorianos e, com a ajuda do bandeira, anulou um
ataque do Fluminense ao marcar impedimento inexistente de Cícero,
mas a grande verdade é que o Fluminense parou no terceiro
gol e escapou de sofrer o segundo gol em diversas oportunidades.
Resta o consolo de ter mostrado uma grande campanha durante a competição.
Só que, terminada a Libertadores, além de ter ficado
sem o título, o Flu irá precisar reunir todas as forças
para empreender uma arrancada no Brasileiro, onde fecha a classificação,
iluminando o caminho dos demais com a lanterna.
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::01/07/2008
A
temida janela do meio do ano
A
tão temida janela de meio de ano já está se
abrindo. Os principais destaques dos clubes brasileiros são
os alvos prediletos dos clubes europeus, que buscam reforços
para o início da temporada de lá.
A tal janela é temida porque desfalca e até desmonta
elencos que foram formados para o Brasileiro. Os clubes europeus
sabem que aqui podem encontrar o que querem e por um preço
camarada.
Comprar no mercado brasileiro sempre foi uma festa para os europeus.
Aqui eles compram craques consagrados, talentos emergentes e até
promessas por um preço imperdível.
Até parece propaganda de loja de saldos, mas não é.
O futebol brasileiro sempre foi pródigo em revelar e entregar
de bandeja para os clubes da Europa. Alguém se lembra quanto
o Milan pagou por Kaká? Eu refresco a memória de quem
já esqueceu: US$ 8 milhões. Isso mesmo, oito milhões
de dólares ou, no câmbio atual, pouco mais de R$ 13
milhões. Dá pra acreditar?
Essa é a realidade do futebol brasileiro e não há
como escapar dela. Os clubes, sempre enforcados ou nas mãos
de empresários, que colocam elencos completos em determinados
times, que são usados como vitrines, aceitam qualquer pacote,
desde que recebam algum no final das contas.
Henrique, que chegou no início do ano ao Palmeiras, trazido
pela Traffic, parceira do clube, está indo para o Barcelona.
Ao Palmeiras vai sobrar cerca de US$ 2 milhões, ou R$ 3,3
milhões. Ainda bem para o clube que a parceira colocou um
novo zagueiro no elenco, senão com o mesmo talento, pelo
menos com qualidade para entrar e ficar.
Hernandes, do São Paulo, também deve ir embora. Assim
como já foram outros talentos emergentes em outras temporadas,
como é o caso do zagueiro Breno, do mesmo São Paulo,
negociado com o Bayern de Munique, da Alemanha, com apenas 17 anos,
só pra citar um exemplo.
Enquanto uns vão, outros voltam. Cafu, Serginho e Mineiro
já estão no mercado, prontos para assinar um contrato.
Cafu e Serginho ja passaram dos 35 faz tempo. Mineiro, ainda titular
da seleção, ficou no Herta Berlim, da Alemanha, por
uma temporada ou duas e já está de volta. Quem se
arrisca?
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::25/06/2008
De
herói a vilão
Vida
de goleiro não é fácil. Já dizia uma
máxima popular, antiga por sinal, que lugar onde goleiro
pisa nem grama nasce.
O goleiro Felipe, do Corinthians, está sentindo na pele o
que é a vida de goleiro. De herói em diversos jogos,
inclusive na classificação para a final da Copa do
Brasil, quando pegou pênalti e garantiu o Corinthians naquela
semifinal contra o Botafogo, o goleiro vive seu calvário
agora, depois de, supostamente, falhar nos dois gols do Sport na
Ilha do Retiro.
O técnico Mano Menezes, com o intuito de preservar o atleta,
acabou contribuindo ainda mais para sua desgraça. Ao tirá-lo
do time, aumentou a onda de pressão que a torcida faz contra
o goleiro.
A torcida segue pegando no pé do goleiro e deverá
continuar assim até que Júlio César, o novo
titular, falhe. Aí será a vez dele sofrer.
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::23/06/2008
A
evolução tricolor
São
Paulo é sempre São Paulo. Não há como
contestar que o Tricolor paulista é sempre candidato ao título,
seja qual for a competição. Apesar de ter começado
mal o Brasileiro, já iniciou a recuperação
e figura entre os candidatos ao título ou, na pior das hipóteses,
às vagas na Libertadores.
Foram três vitórias nos últimos três jogos.
Uma goleada incontestável sobre o Galo mineiro por 5 a 1;
outra por 4 a 2, em pleno Maracanã, sobre o líder
Flamengo, e uma vitória mais modesta, mas que mostra a recuperação
do time, por 1 a 0 sobre o Sport, conquistada no último minuto
do jogo.
Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e São Paulo ja
aparecem nas primeiras colocações. A surpresa, boa
por sinal, é o Náutico, que figura na quarta posição,
portanto, na zona de Libertadores. Se vai se aguentar ali por muito
tempo ninguém sabe, mas que vem mostrando futebol para tanto
não dúvida.
Lá embaixo, na rabeira, o Fluminense aguarda passar a decisão
da Libertadores, nesta e na próxima quarta, para iniciar
a recuperação. E é bom que comece logo pois,
se conquistar a América, Renato Gaúcho já disse
que quer ir ao Japão com um mês de antecipação
e aí, com o Brasileiro ainda por terminar, o Flu terá
que deixar por aqui uma equipe pra lá de reserva e com muita
gordura de pontos pra queimar, caso não queira voltar com
o título mundial e a vaga garantida na Série B de
2009.
O Santos, que apanhou de quatro do Goiás, que não
ganhava de ninguém, em plena Vila, que se cuide. Ainda há
tempo, mas a diretoria precisa correr atrás de reforços
o quanto antes.
O Brasileirão ainda está no começo, mas já
começa a delinear o que deverá vir por aí.
Quem tem jogador despontando que se cuide, pois a janela européia
está por abrir e irão chover propostas e euros para
aqueles que estão na vitrine.
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::19/06/2008
De
mal a pior
Um
ponto apenas em seis disputados, nenhum gol marcado nos últimos
três jogos, seis gols sofridos e três marcados nas últimas
quatro partidas. E o que é pior, um futebol sofrível,
sem imaginação, sem criatividade e sem perspectiva
de melhora. Esse é o quadro atual da seleção
brasileira, do técnico Dunga.
O
empate diante da Argentina, que perdeu duas chances nos minutos
finais, pode ser comemorado como vitória, apesar de ter sido
alcançado em pleno Mineirão. Tirando Júlio
Baptista, o melhor brasileiro em campo; Adriano, que lutou muito
no ataque e na defesa; o goleiro Júlio César, que
evitou a derrota no final, e Juan, que foi o de sempre, o resto
não mostrou nada que pudesse ser aproveitado. Muito pouco
para uma seleção tida como uma das melhores do mundo.
O
técnico Dunga, que mostra a mesma teimosia de outros treinadores
que já passaram pela seleção, deveria olhar
um pouco mais para o lado de lá do Atlântico, acompanhar
mais a evolução tática do futebol na Europa
e aplicar o que aprender na seleção. Afinal, é
lá que joga a maioria dos selecionáveis. Ou não?
O
que me anima é que o panorama está muito parecido
com o de outras Eliminatórias, como a que classificou o Brasil
para o Mundial de 2002 na Ásia. Naquela oportunidade o time
ia de mal a pior com Luxemburgo, não evoluiu com Leão
e Candinho e só garantiu a vaga com muita luta e o pulso
firme de Felipão. E deu no que deu.
Na
seguinte, para a Copa da Alemanha, o time de Parreira jogava sozinho,
sem precisar do dedo do técnico e se classificou com um pé
nas costas. Depois, bem, depois foi aquilo que se viu em gramados
alemães.
Voltando
ao pífio desempenho da seleção nos quatro jogos
– dois amistosos e dois oficiais -, não dá mais
para agüentar certos jogadores. Maicon só tem uma jogada
quando vai ao ataque. Corre muito, depois pára e corta para
dentro. Gilberto Silva, reserva no Arsenal, já não
é o mesmo de seis anos atrás e não tem ritmo
para guardar a defesa, além de ser péssimo no passe.
Gilberto, pela esquerda, é limitado quando vai ao ataque
e ainda sofre com as bolas nas costas. Sem falar de Diego, que nunca
é na seleção o que foi no Santos ou é
no Werder Bremen, e em Robinho, que reconheceu no final do jogo
que vem jogando mal e precisa melhorar.
A
hora de mudar é agora. A próxima partida nas Eliminatórias
acontece somente em setembro, contra o Chile, fora de casa. Um novo
treinador teria tempo para reparar os danos e mudar o clima. No
meio do caminho tem os Jogos Olímpicos em Pequim, mas como
a CBF não dá muita importância para o ouro olímpico
e prefere os dólares e euros dos amistosos, qualquer um que
vá para Pequim com a seleção fará o
mesmo papel.
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::12/06/2008
O
Antijogo Corintiano
O
técnico Mano Menezes pode reclamar, espernear ou arrancar
as calças pela cabeça, mas a grande verdade é
que o Corinthians foi para a decisão da Copa do Brasil na
Ilha do Retiro com o intuito de não deixar o Sport jogar.
A tática adotada não deu o resultado esperado e, já
no primeiro tempo, o rubronegro pernambucano vencia por 2 a 0, fazendo
o placar que precisava para apagar a vantagem que o Timão
havia livrado no jogo de ida.
E dizer que o árbitro Alício Pena Júnior prejudicou
o time paulista é pura balela de perdedor. Pênalti
por pênalti, o lance de Fabinho em Enílton foi muito
mais contundente do que a entrada do goleiro Magrão em Acosta.
Principalmente porque, depois de derrubar o adversário, deu
um chute em suas costas, sem bola
O Sport vai á Libertadores de 2009 e o Corinthians terá
que esperar para, primeiro, voltar à Série a do Brasileiro
e aí sim lutar por uma vaga na competição sul-americana.
O fato concreto é que o Corinthians não conseguiu
parar Carlinhos Bala. Nem na bola, nem na porrada. Bala foi o grande
nome do jogo e ainda tirou dois corintianos da partida. Wellington
Saci e William foram expulsos por entradas desleais no meia que
usa um cabelo que mais parece com um vaso de xaxim.
FABINHO, O SUJO - Nunca foi fã do futebol do volante
Fabinho, do Corinthians. Nem na primeira passagem pelo clube e muito
menos agora, mais experiente depois de uma passagem pelo futebol
francês.
Muitos jogadores são viris, às vezes até desleais,
mas Fabinho ganha de todos no quesito mais execrável do esporte:
é sujo e agride os adversários, principalmente quando
seu time está em desvantagem.
Foi assim na decisão, e por duas vezes. No lance em que derrubou
Enílton na área, primeiro fez o pênalti em lance
normal de jogo, mas depois, com o adversário caído,
deu um bico em suas costas.
Depois, em lance isolado na ponta-direita do ataque do Sport, desferiu
um soco, sem bola, no mesmo Enílton, e contou com a complacência
do auxiliar, que estava a um metro do lance.
Se jogar mais e der pontapé e outros golpes de menos, Fabinho
poderá muito mais útil ao Corinthians do que vem sendo
com seu modo sujo de jogar.
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::11/06/2008
Pagando
a dívida com juros
Está
chegando a hora da redenção corintiana. Depois de
sofrer com a queda para a Série B do Brasileiro, em dezembro,
o Timão pode sacramentar a chamada volta por cima esta noite.
A vantagem conquistada na partida de ida, no M orumbi, dá
ao Timão a possibilidade de ser tricampeão da Copa
do Brasil mesmo perdendo por um gol de diferença. Ao Sport
cabe a tarefa de fazer 2 a 0, ou vencer por três gols de diferença,
caso o Corinthians faça um gol na Ilhas do Retiro.
Até aí escrevi o que todo mundo tá careca de
saber. Mas, o mais importante é a auto-afirmação
que o atual elenco precisa. E o título, sem dúvida,
dará essa condição. Se conquistar o título
e a vaga na Libertadores, o Corinthians terá pago, com juros,
a dívida que tem com sua torcida desde dezembro passado.
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::10/06/2008
Cadê
o futebol de campeão do Palmeiras?
O
Palmeiras não é nem sombra do time que foi campeão
paulista. Nos cinco jogos que fez pelo Brasileiro, nem mesmo nas
vitórias sobre Inter e Atlético Paranaense mostrou
futebol suficiente para empolgar sua torcida.
Contra o time reserva do Sport o Verdão foi ainda mais ridículo.
Jogou bolinha de gude e não deu um chute sequer ao gol do
goleiro Cléber.
Falando no jogo da Ilha do Retiro, palco da decisão da Copa
do Brasil, nesta quarta, entre Sport e Corinthians, o estado do
gramado está péssimo. Quem comparou com o gramado
onde estava sendo disputado o jogo entre Alemanha e Polônia,
pela Euro 2008, pôde constatar a diferença.
Voltando a falar no Palmeiras, pelo visto o Verdão virou
freguês, como se dizia antigamente, do Leão da Ilha.
Nos últimos cinco jogos - dois pelo Brasileiro do ano passado,
dois pela Copa do Brasil e um pelo Brasileiro deste ano - foram
quatro vitórias do Sport e um empate.
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::05/06/2008
Vantagem,
mas nem tanto
O
Corinthians abriu vantagem na decisão da Copa do Brasil.
Abriu, mas nem tanto. O gol de Enílton, no finalzinho do
jogo, deu sobrevida ao Sport, que precisa vencer por 2 a 0 para
ser campeão.
Claro que a vantagem do Timão é um passo importante,
mas se tivesse conseguido segurar a pressão do Leão
da Ilha as coisas estariam melhor agora. Afinal, todos sabem a dureza
que é enfrentar o Sport na Ilha do Retiro. Que o digam Palmeiras,
Inter e Vasco, derrotados lá e eliminados pelo time pernambucano.
AVALANCHE - O Corinthians utilizou, contra o Sport,
a mesma tática que vem adotando nos jogos em casa pela Copa
do Brasil. Desde o confronto com o Goiás, quando entrou com
uma desvantagem de 3 a 1, vem sendo assim e vem dando certo.
No Morumbi, quarta à noite, não foi diferente. Em
20 minutos já estava 2 a 0 com o Sport tonto em campo. Apesar
de ter feito o terceiro no segundo tempo, o time paulista sofreu
muita pressão na segunda metade do jogo e o Sport mereceu
o golzinho no final.
Agora, é esperar pela quarta-feira e, quem sabe, a redenção
corintiana chegue mais cedo que sua própria torcida esperava.
Rebaixado em dezembro para a Série B do Brasileiro, quando
era treinado por Nelsinho Baptista, hoje treinador do Sport, em
jogo diante do Grêmio, então treinado por Mano Menezes,
hoje no Timão, um título com direito a vaga na Libertadores
é tudo o que uma torcida espera.
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::04/06/2008
Cinco
minutos de fama
Redigir
um artigo no calor dos acontecimentos é sempre muito arriscado.
Por isso, aguardei a poeira baixar para colocar meu dedo na ferida
aberta no domingo, durante o jogo Náutico 3 x 0 Botafogo.
Pelo que vi, exaustivamente, tudo começou com um erro do
árbitro paulista Wilson Seneme. No meu simples modo de ver,
André Luís não cometeu a falta que gerou a
aplicação do segundo amarelo por parte do árbitro
e a conseqüente expulsão do zagueiro botafoguense.
Daí em diante a lambança teve vários motivos
e inúmeros culpados. Primeiro, André Luís não
poderia ficar no banco de reservas após ser expulso. É
lei e deve ser aplicada. O quarto árbitro deveria ter aplicado
a lei, mas pelo visto não agiu dessa forma.
A seqüência é conhecida de todos. Irritado, o
atleta fez gestos obscenos para a torcida adversária ao ser
insultado pela mesma e até teria chutado uma garrafa d’água,
que teria atingido um torcedor. Pelo que fez, André Luís
deve e será punido, pela Justiça Desportiva, claro.
Nunca pela polícia pernambucana.
Xingar, ofender, insultar ou seja lá o que for nesse gênero,
é comum em estádios de futebol. Já pensaram
se a polícia inventasse de prender uma torcida inteira por
xingar o árbitro?
A ação da polícia pernambucana foi totalmente
desproporcionar a um evento esportivo. Excesso de força,
truculência, abuso de autoridade e outros adjetivos são
pequenos diante dos fatos.
A Tenente PM Lúcia Helena, que protagonizou a maioria das
ações, alegou que o atleta havia feito gestos obscenos
para a torcida e por isso seria preso. Depois, vendo a besteira
que havia cometido, tentou justificar dizendo que o atleta havia
agredido os policiais. Talvez tenha pensado ser aquela a chance
de ganhar cinco minutos de fama.
Ora, as imagens não condizem com suas justificativas. Deu
para ver, claramente, a truculência com que o atleta foi abordado,
a tentativa de algemá-lo e imobilizá-lo.
Diante de tanta resistência aos atos que cometeu, a policial,
em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, no Mais Você,
da Globo, disse que teria se assustado quando o atleta levantou
os braços e teria tentado dar-lhe uma chave de braço.
Será? Será que sua força é suficiente
para imobilizar um atleta daquele porte, alterado pelos fatos e
assustado com o que estava ocorrendo ao seu redor?
Ou será que isso foi uma tentativa de justificar uma ação
totalmente descabida? Ficou claro que sua atitude era de algemar
o atleta do Botafogo.
Não sou dono da verdade ou qualquer coisa do gênero,
mas acredito que, além da punição desportiva
ao atleta, cabe punição também aos policiais
envolvidos, principalmente a Tenente PM Lúcia Helena e os
policiais que, pelas imagens, mostraram claramente um total despreparo
para operações em eventos esportivos, principalmente
aquele que, com uma arma ou coisa do gênero nas mãos,
apontou para o meia Diguinho, num claro gesto de ameaça.
O Náutico e o Botafogo nada têm a ver com os fatos
e não merecem sequer serem citados pelo STJD. Ao contrário
do zagueiro do Botafogo, que deverá pegar um gancho exemplar.
E, se analisar bem, a Comissão de Arbitragem da CBF deve
até aplicar uma ‘geladeira’ no árbitro
Wilson Seneme.
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::06/05/2008
Um
homem respeitado e de visão
Meu
primeiro contato com Wilson Fernandes de Barros foi em 91. A SEC
TV, então MMTV, ainda engatinhava e fui escalado para comandar
um programa esportivo, do tipo mesa-redonda, que tinha como convidado
o presidente do Mogi Mirim.
Quando a gravação terminou, me vi em dificuldades
para retornar a Itapira, pois precisava chegar á rodoviária
antes do último ônibus deixar Mogi Mirim. Minha aflição
aumentou quando um dos diretores da emissora disse que era para
eu me virar.
Vendo o que se passava e inconformado com a atitude do tal diretor,
Barros não pensou duas vezes e me disse para entrar em seu
carro que me daria uma carona. Não pensei duas vezes e, quando
ele saiu pela Chácara dos Ypês, em direção
á SP-147, imaginei que tomaria o rumo da rodoviária,
mas fui surpreendido ao ver que a direção tomada por
ele nos levava a Itapira.
Nunca esqueci do que ele me disse naquela noite. “Isso não
se faz com ninguém, muito menos com um funcionário”.
Suas palavras ficaram por muito tempo na minha memória e
daquele dia em diante passei a admirá-lo, não apenas
por ser um dirigente bem sucedido, presidente de um clube de futebol
e um empresário de sucesso, mas principalmente pelo ser humano
que sempre foi.
Passei pelo menos 15 anos da minha carreira jornalística
em Mogi Mirim e vi de perto ascensões e quedas do Mogi Mirim.
Vi o clube cair para a 2ª divisão algumas vezes, mas
também presenciei sua volta em diversas oportunidades, como
em 93, quando o Carrossel Caipira colocou a cidade em destaque.
Wilson Barros sempre teve muita visão no esporte. Soube implantar
um sistema sólido no clube, tornando o Mogi Mirim um dos
únicos a sobreviver á crise pós Lei Pelé.
Sobre essa lei, ouvi dele que era a morte da galinha dos ovos de
ouro dos clubes do Interior, pois tirava dos mesmos aquela que era
a maior fonte de renda: a venda de jogadores revelados nas categorias
de base.
Wilson Fernandes de Barros já não está mais
entre nós, mas seu exemplo como ser humano, pai de família,
empresário e dirigente esportivo jamais será esquecido.
Seu jeito brusco, mas carinhoso de tratar as pessoas ficará
guardado por aqueles que o conheceram.
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para a coluna: humbertobutti@hotmail.com
::08/04/2008
Zona
mista
Zona
mista na gíria do futebol significa o local onde jogadores
concedem entrevistas aos repórteres de emissoras de rádio
e TV e também aos que representam os órgãos
de imprensa escrita, principalmente nas partidas da seleção
brasileira.
Zona
mista, em Itapira, é o que se pode dizer do setor de cativas
do estádio Chico Vieira. O local virou ponto de encontro
de representantes de todos os setores, principalmente de postulantes
a cargos eletivos.
Nos
últimos jogos da Esportiva Itapirense tem sido comum o encontro
de partidários deste ou daquele lado, todos convivendo no
mesmo setor, se esbarrando e até trocando idéias.
É
claro que ali é um local onde todos comungam do mesmo pensamento,
ou seja, torcer pelo sucesso do time da cidade, que virou a menina
dos olhos de quem gosta de futebol.
Freqüentar
o estádio em dias de jogo é a maneira saudável
de participar de algo que deu certo. De torcer pelo time da cidade,
seja ele um ponto positivo deste ou daquele lado da política.
O
ano é eleitoral e tudo mundo sabe disso. E nada melhor que
freqüentar um local recheado de formadores de opinião.
Principalmente para os que postulam um lugar na Câmara. É
ou não é?
E
é ali, nas cativas, ao redor do bar instalado embaixo do
Centro de Imprensa do estádio, que vereadores, ex-vereadores,
postulantes a um lugar no Legislativo, ou mesmo simpatizantes deste
ou daquele lado político, se encontram a cada jogo.
Não
importa o segmento político de cada um. O que vale é
que naquele momento, durante os 90 minutos do jogo, todos pensam
da mesma forma e torcem pelo sucesso da Vermelhinha, o time da cidade
e do coração de cada um.
E
tenho dito!
Até
a próxima.
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::24/03/2008
Estilistas
no futebol
Todo
mundo já se acostumou com os ternos impecáveis de
Vanderlei Luxemburgo. Exemplo de como se vestir bem, Luxa não
se incomoda em tomar chuva ou se sujar, mesmo estando vestido como
se fosse para uma festa de gala.
Mas,
o papo aqui é outro. Não se trata dos ternos do atual
treinador do Palmeiras, mas do uniforme de alguns clubes da Série
A-1 do futebol paulista.
Quem
desenhou o uniforme do Guarani, por exemplo, deve ter visto um treino
do Bugre campineiro e se baseado nos coletes para desenhar a camisa
oficial. Coisa de péssimo gosto. Um tom de verde escuro por
baixo com um desenho, imitando um colete, verde mais claro, por
cima, separados por uma lista branca.
A
tradicional camisa verde do Guarani deixou de existir, ficou para
a história. Assim como os dias de glória do clube,
prestes a voltar à A-2, de onde saiu no ano passado.
A
Portuguesa é outra que está no mesmo caminho. Seu
uniforme, que já não é dos mais bonitos com
aquelas faixas horizontais em verde e vermelho, também recebeu
o mesmo tratamento, com a sobreposição de uma espécie
de colete.
Esse
pessoal, encarregado de desenhar uniformes de clubes de futebol,
deveria olhar um pouco mais lá fora, nos grandes centros
europeus, onde os clubes usam e abusam de estilos cada vez mais
bonitos.
SABEDORIA
PAI D’ÉGUA
“O Rio Claro esta perdendo para o Corinthians por 1 a 0 no
Morumbi, e com essa derrota segue sozinho segurando a lanterna,
junto com o Rio Preto”. De Luciano do Valle, na Band, durante
a transmissão de Guarani x São Paulo. Fica a pergunta:
sozinho ou junto?
“O
Leão está bem protegido da chuva, ele está
embaixo do banco de reservas”. De Milton Leite, da Sportv,
durante Guaratinguetá x Santos, disputado sob forte chuva.
Fica a pergunta; Leão entrou, literalmente, embaixo do banco?
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::28/02/2008
Estamos
mal de futebol na TV aberta
Cheguei
em casa na quarta-feira justamente no intervalo do jogo entre Atlético
Nacional, da Colômbia, e São Paulo, pela Taça
Libertadores, que a Globo estava mostrando. Com queria saber os
resultados dos jogos da Libertadores e da Copa do Brasil, fiquei
aguardando o final do bloco comercial para entrar o Show do Intervalo.
Mas,
o que vi não foi o Show do Intervalo, mas um show de chatice,
que juntou Galvão Bueno e aquela porcaria chamada Big Brother.
Acredito que, como o tal BBB não está dando o Ibope
esperado, a Globo esteja encaixando entradas do reality show no
futebol, que certamente rende mais pontos na audiência.
Aí,
quem sai prejudicado é o telespectador, que se vê obrigado
a agüentar aquela chatice. Quem tem TV a cabo se livra rapidinho,
mas quem não tem fica na dúvida: vê Galvão
Bueno dando uma de Pedro Bial (outro que trata os BBBs como se fossem
crianças em uma brincadeira e os telespectadores como idiotas)
ou muda para a Band e engole Luciano do Valle e Neto. Isso quando
não é o interminável Sílvio Luís
que esteja narrando, ou melhor, despejando seu dicionário
de impropérios e palavras impróprias para uma narração
esportiva.
Passei
para a Sportv, que estava mostrando o São Paulo, mas que
não tinha sinal por estar no intervalo. Então, fui
obrigado a optar pela Band, que pra minha sorte estava mostrando
o Palmeiras na Copa do Brasil.
Sorte
de poder ver meu time, mas azar por ter que agüentar as barbaridades
do narrador e as opiniões do Einstein da TV brasileira, o
ex-jogador Neto.
Luciano
do Valle, como de costume, já começou o segundo tempo
trocando nomes e abusando dos escorregões na Língua
Portuguesa. Primeiro foi o meia Lenny, do Palmeiras, que, no linguajar
do narrador, virou Lení. Depois foi o auxiliar Orlando Hortêncio,
que acabou chamado de Hortência. E assim por diante.
É
triste ver o futebol brasileiro entregue ao poder do dinheiro das
emissoras de TV. No meu tempo de criança futebol de meio
de semana começava às 20h30. Eu ouvia pela rádio
Tupi, com narradores como Haroldo Fernandes e Alfredo Orlando. Ou
pela Bandeirantes, com Fiori Gigliotti. Só depois é
que veio o Osmar Santos, que era da Joven Pan e passou para a Globo.
Hoje,
o horário passou a ser depois da novela das oito, que não
começa as oito, mas às nove da noite. Ou seja, quem
gosta de ver o futebol, mas precisa levantar cedo no dia seguinte,
só vai dormir por volta de meia-noite. Pura falta de consideração
com o telespectador, que é quem faz a audiência crescer
ou diminuir.
Consegui
ver o Palmeiras marcar os dois gols, mas confesso que dormi antes
do jogo acabar. Afinal, quem levanta as seis da matina todos os
dias não consegue ficar acordado até tão tarde
assim.
Até
a próxima!
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::12/02/2008
Futebol
em país sério começa às oito da noite
É
isso mesmo. Futebol em país sério respeita o torcedor
e começa às oito da noite e não as quinze para
as dez, depois da novela.
A
Premier League, principal campeonato da Inglaterra, e um dos mais
bem organizados e recheado de estrelas, dá exemplo de como
se organiza uma competição, priorizando a lotação
dos estádios e a comodidade dos torcedores.
Na
segunda-feira, 11, vi pela ESPN Brasil a vitória do Arsenal
sobre o Black Burn, por 2 a 0, em jogo disputado no Emirates Stadium,
belíssimo estádio do Arsenal, líder da Premier
com cinco pontos à frente do Manchester United.
Deu
gosto de ver o estádio totalmente tomado pelos gunners (apelido
do clube e de seus torcedores). Para se ter uma idéia, como
capacidade para 60 mil pessoas, o Emirates tem registrado média
de 99,2% de lotação a cada jogo do Arsenal. O Manchester
United (99,1%) e o pequeno Reading (99,1%) também são
exemplos dessa incrível média de público.
Será
que é tão difícil assim organizar um campeonato
de forma séria? Será que é tão difícil
estabelecer horários mais humanos e condizentes com a vida
dos torcedores? Será que ninguém sabe que no dia seguinte
o pessoal pega o busão logo cedo para trabalhar?
São
perguntas que, com certeza, não serão respondidas
pelos dirigentes do futebol brasileiro. Ou por desconhecimento,
ou por puro desinteresse.
E
assim caminha o futebol brasileiro, pentacampeão mundial
e sede do Mundial de 2014.
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para a coluna: humbertobutti@hotmail.com
::20/12/2007
Futebol
feminino volta ao esquecimento
Quando encantou a todos e conquistou
a medalha de ouro no Pan do Rio de Janeiro, o futebol feminino do
Brasil recebeu o apoio da imprensa esportiva de forma geral, que
clamou por mais apoio e reconhecimento ao trabalho das meninas.
Quando encantaram o mundo e só
ficaram com o vice por pura falta de sorte no Mundial da China,
Marta e companhia ganharam o apoio incondicional do presidente Lula,
que através de um decreto, ordenou (essa é a palavra
certa) a realização de campeonato nacionais da modalidade.
A CBF pegou carona na onda e anunciou
uma Copa do Brasil de Futebol Feminino e o que se esperava era um
mínimo de reconhecimento da entidade máxima do futebol
brasileiro, que nada em dinheiro.
Pois bem, a tal Copa do Brasil aconteceu
e quase ninguém ficou sabendo. O Saad/Bioleve, que um dia
foi de Itapira, ficou com o título ao derrotar, nos pênaltis,
o Botucatu.
Mas, e daí? Será que
alguma coisa mudou ou vai mudar na vida das jogadoras e dos dirigentes?
Claro que não. A CBF deu canseira nas jogadoras vice mundiais
na hora de pagar o prêmio e nem mesmo as despesas dos clubes
durante a competição nacional foram ressarcidas aos
clubes.
O descaso continua e vai perdurar
até que as meninas entrem em campo novamente em rede nacional
e dêem novo show de competência. Aí, vão
aparecer novos “pais” da criança, gente querendo
pegar carona no sucesso delas e anunciando um pacote salvador.
O Saad/Bioleve, que um dia foi de
Itapira, graças ao trabalho do secretário de Esportes
e Lazer da cidade, Luiz Domingues, precisou mudar para Campo Grande
(MS) por causa da perseguição da FPF (Federação
Paulista de Futebol), que não reconhece o valor de um clube
tradicional no futebol feminino e se deu ao luxo de não indicar
o Saad como representante paulista na competição.
Essa perseguição ao
Saad custou a perda para Itapira de seu representante no futebol
feminino. Assediado por dirigentes do Mato Grosso do Sul, que acenaram
com uma boa proposta, o Saad deve ficar por lá mesmo. Pior
para nós, itapirenses, que ficaremos privados da competência
de suas jogadoras. Pior para Itapira, que não terá
mais a mesma notoriedade e visibilidade na mídia, alcançada
durante a curta passagem do Saad por aqui.
Pior para todos nós que,
enquanto os dirigentes da CBF e da FPF teimarem em não reconhecer
o valor do futebol feminino e o talento de nossas jogadoras, ficaremos
privados de ter um campeonato nacional decente na modalidade.
Feliz
Natal a todos!
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para a coluna: humbertobutti@hotmail.com
::27/11/2007
Uma
vaga para três
O
Brasileirão está chegando ao fim com o final esperado
por todos. O São Paulo campeão e muita briga pelas
vagas na Libertadores.
A
rodada do final de semana, que se completa nesta quarta-feira, definiu
outros dois classificados para a Libertadores. Santos e Flamengo,
que venceram Paraná e Atlético Paranaense, respectivamente,
se juntaram ao São Paulo e ao Fluminense, este garantido
pela conquista da Copa do Brasil.
Resta
uma vaga para o grupo que vai representar o Brasil na competição
sulamericana. São três postulantes. O Palmeiras, que
tem 58 pontos e recebe o Atlético Mineiro; o Cruzeiro, que
soma 57 e tem o rebaixado América de Natal com adversário
no Mineirão, e o Grêmio, que também tem 57 pontos
e tem o Corinthians como adversário no Olímpico.
A
curiosidade maior fica para a torcida dos rivais. O Palmeiras conta
com uma ajudinha do Corinthians, caso não derrote o Galo
mineiro, e o Cruzeiro torce pelo seu maior rival no Palestra Itália
para ultrapassar o Verdão.
O
final de semana marcou também um fato que já era esperado.
O estádio da Fonte Nova, que há anos está em
processo de deterioração, foi palco de uma tragédia
que culminou com a morte de sete torcedores do Bahia, que comemoravam
o retorno do tricolor baiano à série B do Brasileiro.
E pensar que a Fonte Nova está incluída como possível
sede de jogos do Mundial de 2014.
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para a coluna: humbertobutti@hotmail.com
::03/10/2007
Não
tem como enganar o telespectador
Durante
a final do Mundial de Futebol Feminino, que a Band transmitiu com
exclusividade para os canais abertos, o narrador Luciano do Valle
cansou de anunciar a partida do Campeonato Italiano, entre Milan
e Catania que, segundo ele, a emissora transmitiria AO VIVO às
11h55.
Só
engoliu a mentira quem não tem TV a cabo em casa. A ESPN
mostrou o jogo AO VIVO de verdade, às 10h00, portanto, duas
horas antes da Band mostrar o VT.
Hoje,
com o advento da TV a cabo e da internet, fica difícil enganar
o telespectador dessa forma. Ou Luciano do Valle também foi
enganado ou acha que o telespectador é bobo.
Louve-se
a posição da Band em mostrar o Mundial de Futebol
Feminino ao vivo, direto da China, e a campanha que fez para que
o país passe a dar valor ao trabalho que está sendo
feito na modalidade.
Mas
o narrador, o comentarista Neto (que é daqui bem pertinho,
de Santo Antonio de Posse) e a retaguarda deveriam se preparar melhor
e dar valor às cidades que apóiam o futebol feminino.
Luciano
mostrou total desconhecimento de causa e cansou de apelar para os
emails dos telespectadores. Neto falou muito de Jaguariúna,
mas esqueceu de citar que Itapira acolheu o Saad, que cedeu cinco
jogadoras para a equipe medalhista de ouro do Pan e de prata no
Mundial.
Se
é para louvar quem realmente trabalha, então é
melhor ficar informado antes de qualquer comentário.
Até
a próxima!
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para a coluna: humbertobutti@hotmail.com
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