::02/08/2007
Quero
ver minha filha competindo
Se
há 12 ou 13 anos alguém perguntasse para Rodrigo Altafini
qual seria seu sonho nos dias de hoje, talvez ele próprio
nem imaginasse que fosse responder que gostaria de ver sua filha
Tainá, de cinco anos praticando esportes e competindo como
ele. Hoje, aos 32 anos, esse itapirense que brilha nas trilhas do
mountain bike e do triatlon, começa a ver seu sonho se tornar
realidade. “Esse mês, em Ilha Bela, a Tainá vai
competir no X-Terra Kids”, conta o pai orgulhoso. “Além
dela também minha esposa Patrícia está inscrita
no X-Terra Trail Run, vamos ter a nossa família competindo”.
Com duas participações em provas no Havaí,
Altafini já tem garantida a vaga para este ano. Conquistou
esse direito em abril na Vila Carlos Paz, em Córdoba, na
Argentina.
Entre um treinamento e outro, Rodrigo Altafini encontrou um tempinho
para falar ao Esporte Itapirense e contar um pouco de sua história
como triatleta.
ESPORTE ITAPIRENSE – Qual a maior dificuldade
que você encontra praticando um esporte que exige tanto, mas
que não aparece tanto na mídia?
RODRIGO
ALTAFINI – É justamente esse o problema, a
falta de visibilidade na mídia. Isso faz com que a corrida
em busca de apoio para o custeio das provas seja cansativa.
ESPORTE
ITAPIRENSE – Como você tem feito para participar
das provas e alcançar tanto sucesso?
ALTAFINI
– Conto com o apoio da Micropack, que banca inscrição
e me dá uma ajuda para as viagens ao Havaí, por exemplo.
Também recebo apoio da Scott; do Kilão da Bike Sport;
da Ótica Look, que é da família; do Luiz Domingues,
através da Secretaria de Esportes e Lazer e da Free Play,
que cede a piscina para os treinos, e conto também com a
parte profissional do Enrico Puggina, do Fernando Grama e do Ricardo
Rocha, profissionais da área de Educação Física.
ESPORTE
ITAPIRENSE – Um evento como o Pan, que tem o triatlon
entre suas provas, ajuda a dar maior visibilidade?
ALTAFINI
– Acredito que sim, embora ainda não tenha ido atrás
depois do Pan, mas por colocar o triatlon em evidência acredito
que seja um ponto favorável.
ESPORTE
ITAPIRENSE – Você já competiu duas vezes
no Havaí e tem a vaga garantida este ano. Como foi sua participação
nas provas de lá?
ALTAFINI
– Em 2005 fiz o iron Man, na ilha de Kona (4 km de natação,
180 km de ciclismo e 42 km de corrida) e terminei como o melhor
brasileiro, entre os 130 primeiros entre mais de 1800 triatletas.
Em 2006 fui ao Mundial X-Terra, na ilha de Mauí, que tem
1,5 km de natação, 30 km de mountain bike por trilhas
dificílimas e 10 km de corridas também trilhas e fiquei
em 26º no geral, sendo novamente o melhor brasileiro. Mas tudo
acaba não sendo visto pelos empresários quando se
corre em busca de apoio. Este ano fiquei em quinto na Argentina
e como eram seis vagas, já garanti a minha.
ESPORTE
ITAPIRENSE – Qual seu maior sonho como atleta?
ALTAFINI
– É ver minha filha, Tainá, que está
com cinco anos, competindo e praticando esporte, além de
poder ter condições de apenas competir, mas isso não
é possível e tenho que conciliar com o lado profissional.
Mas a Tainá estará no X-Terra Kids este mês
em Ilha Bela e esse sonho eu já estou realizando. Além
dela, minha esposa Patrícia está inscrita no X-Terra
Trail Run.
ESPORTE
ITAPIRENSE – Com a dose de treinamento que você
faz semanalmente?
ALTAFINI
– Pedalo 250 quilômetros, corro mais 50 e nado 15 quilômetros
por semana.
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