::27/08/2007

Capitão esbanja preparo físico e sonha com a Europa

“Meu sonho é jogar na Europa”. Se essa afirmação, feita pelo meio-campo da Esportiva Itapirense, Paulo Foiani fosse feita há 10 ou 15 anos, com certeza não seria levada a sério. Aos 30 anos, mas esbanjando preparo físico, o capitão da Vermelhinha tem grandes chances de concretizar esse objetivo.
No clube desde a penúltima rodada da primeira fase, esse paulista de Santo André, que há muitos anos está radicado na pequena Miraselva (PR), enche os olhos da torcida a cada jogo, a cada lance.
Baseado em jogadores como Romário, Paulo Baier e Edmundo, entre outros, que continuam em atividade apesar de serem trintões e até quarentões, como é o caso do atacante do Vasco, Foiani considera que ainda tem um bom tempo de carreira pela frente. “São jogadores como Romário, Paulo Baier e Edmundo, que fazem com que os atletas continuem se cuidando e ganhem confiança para seguir em frente”, acredita.
Ao lado da esposa Cristiane, com quem está casado há nove anos, Foiani conversou com o editor do Esporte Itapirense, Humberto Butti, enquanto saboreava um bom rodízio de pizzas no Shopping Estação Plaza, e contou um pouco de sua história, sua carreira e suas aspirações. “Estou providenciando a dupla cidadania, aproveitando minha descendência italiana, pois ainda quero jogar na Europa”, diz. É com essa convicção que Foiani disputa cada dividida nos jogos da Esportiva e fez a promessa de vitória sobre o Lemense no jogo do domingo, 26, em Campinas.
Com passagens por clubes como Coritiba-PR, Joinville-SC, Guarani-SP, Vila Nova-MG, América-SP, Caxias de Joinville-SC, Veranópolis-RS, Avaí-SC, Ituiutaba-MG e Atlético Sorocaba-SP, Paulo Foiani desembarcou em Itapira no final da primeira fase e, desde então, tornou-se o capitão do time. Dos clubes que defendeu só não guarda boas recordações do Guarani, clube para o qual foi em 2002 deixando para trás um contrato de três anos com o Coritiba. “Nem cheguei a jogar no Guarani, sofri uma contusão séria e, se não fosse meu empresário, que pagou as despesas da operação, talvez eu nem estivesse jogando mais”, explica. Seu empresário, que bancou as despesas da cirurgia, era o ex-zagueiro Wilson Gottardo, que defendeu o Botafogo do Rio, entre outros clubes, e vestiu a camisa da seleção brasileira.
Acompanhe a entrevista do capitão da Esportiva ao Esporte Itapirense:

ESPORTE ITAPIRENSE – Como você veio para a Esportiva Itapirense?
PAULO FOIANI – Foi através de um DVD que foi mostrado ao Paulinho Ceará. Ele gostou e pediu a minha contratação. Me sinto feliz aqui, o elenco é bom, gostei muito de Itapira e a diretoria tem cumprido com tudo o que nos prometeu.

ESPORTE ITAPIRENSE – Você já defendeu vários clubes, mas onde começou a carreira?
PAULO FOIANI – Comecei no Londrina, nas categoria de base e fiquei no clube até 96, depois fui para o Coritiba e permaneci até 2001, saindo apenas para jogar no Joinville e de onde saí em definitivo para ir para o Guarani, deixando para trás um contrato de três anos para jogar em um clube de um centro maior, como São Paulo, mas não fui feliz, pois sofri uma séria contusão e só tive decepção, pois o clube não arcou com as despesas da cirurgia e só com a intervenção do Gottardo (Wilson, ex-jogador e empresário), que era meu empresário na época, que arcou com as despesas, é que pude fazer a cirurgia. Depois passei por vários clubes como Vila Nova (MG), América de Rio Preto, Caxias de Joinville, Veranópolis (RS), Avaí (SC), Ituiutaba (MG) e Atlético Sorocaba.

ESPORTE ITAPIRENSE – Você já chegou aos 30 anos, mas continua esbanjando preparo físico. Qual é a receita para tanto vigor?
PAULO FOIANI – Me cuido muito e acredito que tenho um bom tempo de carreira pela frente ainda. Procuro seguir exemplos como Romário, Edmundo e Paulo Baier, que já passaram dos 30 e continuam em atividade. Embora acredite que ainda exista um certo preconceito contra jogadores que chegam à casa dos 30, entendo que isso já está acabando.

ESPORTE ITAPIRENSE – Você está providenciando sua dupla cidadania. É um sinal de que pretende jogar no exterior?
PAULO FOIANI – Sim, estou providenciando minha documentação para ter dupla cidadania, pois sou descendente de italianos. Ainda quero jogar no exterior e, se possível, na Europa.

ESPORTE ITAPIRENSE – Você nasceu em Santo André, no ABC paulista, mas construiu sua carreira a partir de um clube do norte do Paraná. Conte um pouco de sua vida?
PAULO FOIANI – Realmente nasci em Santo André, mas a família de minha mãe é do Paraná e acabamos mudando para Miraselva, um cidadezinha de quatro mil habitantes, que fica a 50 quilômetros de Londrina. Foi lá que conheci a Cris (Cristiane, sua esposa), com quem estudei desde o pré e onde comecei a jogar futebol.

ESPORTE ITAPIRENSE – E a Esportiva Itapirense, o que a torcida pode esperar desse time?
PAULO FOIANI – O elenco é muito bom e acredito que vamos nos classificar. Fiz a promessa de vencer o Lemense em Campinas porque acredito muito no potencial do time (NR: a entrevista foi concedida antes da partida, disputada no domingo, 26, e que terminou com a vitória da Esportiva Itapirense por 2 a 0).