::29/03/2010
Pedro
Lima intensifica o sonho olímpico
Tobias Valdissera
Tribuna de Itapira
Segundo
melhor decatleta sul-americano na categoria sub-23, o itapirense
Pedro Lima, 20, vive a euforia pela conquista da medalha de prata
nos Jogos Sul-americanos de Atletismo, disputados em Medellín,
na Colômbia. Com mais esta etapa vencida na carreira de atleta,
ele já começa a vislumbrar mais adiante o grande sonho
de defender o país em uma Olimpíada.
Formado nas escolinhas da equipe SEL/Tennis Hall e seguindo uma
rotina intensa de treinos há nove anos, na Pista de Atletismo
José de Oliveira Barretto Sobrinho, Lima não descarta
uma possível mudança de time, em busca de melhores
estruturas. Garante que vem recebendo total apoio do técnico
Rodrigo da Costa Vicente em todos os sentidos.
Mesmo com os pés no chão, Lima projeta se aproximar
gradualmente do índice olímpico B para a prova, hoje
estabelecido em 7.700 pontos. No planejamento de evolução
traçado pela comissão técnica da equipe local,
até dezembro a marca pessoal deverá estar próxima
de 7.500 pontos, o que colocará o itapirense a apenas 200
de poder brigar por uma vaga na principal competição
esportiva do planeta e entrar para a história como o primeiro
itapirense a defender o país em uma Olimpíada.
“Com certeza estou bem mais perto de uma Olimpíada.
Até porque eu consegui a medalha de prata com 7.020 pontos
e o índice B é de 7.700. No estágio que estou,
um pouco que melhore minhas marcas nas provas já resultará
em um ganho de pontos muito grande”, destacou o decatleta.
O decatlo, que exige do praticante habilidades em 10 diferentes
provas do atletismo (100 metros rasos, salto em distância,
arremesso do peso, salto em altura, 400 metros rasos, 110 metros
com barreiras, arremesso do disco, salto com vara, arremesso do
dardo e 1.500 metros), entrou por acaso na vida de Lima. A experiência
inicial no atletismo foi com o salto em altura. Porém, as
marcas conseguidas dificilmente garantiram a chance de se destacar
nas pistas.
Com características físicas capazes de se adaptar
a diversas provas e o interesse pelos diferentes estilos, a alternativa
encontrada pelos treinadores da equipe itapirense foi o decatlo.
“Ir para o decatlo foi meio que natural porque eu já
gostava das demais provas, mas teve também um empurrãozinho
dos treinadores”, afirmou o medalhista. Os bons resultados
vêm chamando a atenção de novos interessados
para as provas combinadas. Pelo menos mais dois atletas locais iniciaram
os treinamentos no decatlo.
PRESSÃO
Em relação à prova disputada na Colômbia,
o itapirense disse que o resultado não foi tão surpreende
devido às marcas recentes, mas que dá um ânimo
a mais para a seqüência dos trabalhos. A maior dificuldade
foi a altitude de 2.600 metros acima do nível do mar, que
castigou os pulmões do itapirense, principalmente nos 1.500
metros. “Eu nunca tinha competido em uma altura dessas e senti
muito os efeitos. Mas felizmente não foi o suficiente para
atrapalhar o rendimento”, destacou Lima. A próxima
meta é garantir boa colocação na Copa Brasil
de Combinados, nos dias 17 e 18 de abril, em Uberlândia-MG.
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