::29/03/2010
‘O
esporte está em primeiro lugar na minha vida’
Zagueira
da seleção brasileira campeã sul-americana
sub-20 em Bucaramanga, na Colômbia, a itapirense Juliana Cardoso,
a Jujuba, 18, conta um pouco de sua história nesse entrevista
concedida ao repórter Beto Coloço, do jornal A Cidade,
reproduzida pelo Esporte Itapirense.
A
Cidade – Primeiramente, como surgiu o gosto pelo esporte,
em especial pela modalidade e quais as pessoas que influenciaram
nesse sentido?
Juliana
Cardoso – No meu caso, a influência para a prática
esportiva veio mesmo através da minha família, no
caso meu irmão que já jogava futebol nas escolinhas
da cidade. Foi através dele que eu passei a me interessar
pelo futebol, e justamente nesta época surgiram as escolinhas
de base de futebol feminino da prefeitura. Comecei a treinar no
campo do Centro de Lazer e no campo da Vila Bazani.
A
Cidade – Hoje, o que o esporte representa em sua vida?
Juliana
– Eu coloco o esporte hoje em minha vida quase que em primeiro
lugar. Isso porque eu amo aquilo que eu faço. Tirando Deus
e a minha família, sem dúvida nenhuma, o futebol para
mim vem em primeiro lugar. Não sei quanto ao Pedro, mas no
meu caso, eu moro em alojamento, ficamos em concentração,
treinamos todos os dias e esta rotina já se tornou mais do
que natural para mim.
A
Cidade – Como foi disputar os Jogos Sulamericanos
na Colômbia? Conte-nos um pouco sobre esta experiência
que foi defender as cores da seleção brasileira?
Juliana
– Primeiramente, gostaria de dizer que em termos de organização,
a Colômbia não é o Brasil. No entanto, a disputa
do futebol feminino na cidade de Bucaramanga foi ao menos tranqüila,
a recepção foi muito boa. Eu já possuía
certa experiência, uma vez que já havia disputado o
Mundial em 2008 na Nova Zelândia e disputar o sulamericano
foi uma conseqüência do trabalho que estamos desenvolvendo
junto à seleção brasileira. Na final, quando
enfrentamos a equipe da casa, havia 40 mil pessoas no estádio
vestidos de verde e amarelo, só que torcendo contra nós
(risos).
A
Cidade – Que conselho você daria para as crianças
ou os jovens que estão iniciando a prática de alguma
modalidade esportiva com o intuito da profissionalização?
Juliana
– Na minha opinião, independente da modalidade que
a criança ou o jovem venha a escolher, eu sempre procuro
orientar no seguinte sentido: quanto maior o esforço, quanto
maiores as dificuldades, mais sabor tem a vitória. Quero
dizer que sem esforço, perseverança, não há
resultado. Um atleta vitorioso é fruto de muito trabalho,
de muito suor.
A
Cidade – Como está o calendário? Quais
as próximas competições?
Juliana
– Com a seleção brasileira de futebol feminino,
somente em julho na disputa do Mundial de Futebol Feminino na Alemanha.
Com o time, já estamos nos preparando para o Paulista que
tem início na segunda quinzena de abril. Além disso,
ainda pretendo disputar os Jogos Regionais e os Jogos Abertos do
Interior. Há grande possibilidade de jogar pela Francana,
mas ainda estamos em negociação.
A
Cidade – Você tem a noção do que
agora representa para cidade, até mesmo como exemplo a ser
seguido por outros jovens? Já caiu a ficha?
Juliana
– Para mim hoje é muito gratificante saber que posso
servir de exemplo para outras crianças que assim como eu
iniciaram logo cedo a prática de algum esporte. Apesar de
querer chegar ainda mais longe, começo a perceber o quão
importante são as referências em nossa vida.
A
Cidade – Quais os limites? Onde você quer chegar?
Juliana
– Olha, eu já fui campeã brasileira em 2007,
sou vice-campeã paulista – mas pretendo ser campeã
este ano do Paulista – campeã mundial e sul-americana
com a seleção. Meu sonho mesmo é integrar a
seleção brasileira que vai disputar os Jogos Olímpicos
de 2016.
A
Cidade – Deixe uma mensagem ou agradecimento.
Juliana
– Primeiramente agradecer a Deus e a minha família,
sem os quais não teria suporte para chegar na posição
em que hoje me encontro. Gostaria também de agradecer à
todos que de alguma forma tenham me apoiado nesta carreira como
jogadora de futebol, em especial o técnico Flávio
Boretti, que iniciou nossa formação na base, nas escolinhas
da cidade. Não quero esquecer de ninguém, agradeço
a todos.
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